Rio tem 117 presos em dois meses após chegada das Forças Armadas

Levantamento foi divulgado pela Secretaria Estadual de Segurança nesta sexta. Ao todo, 2,2 toneladas de maconha e 26 fuzis foram apreendidos

Por O Dia

Rio - O reforço das Forças Armadas no policiamento do Rio resultou em 117 presos em dois meses. O levantamento foi divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança nesta sexta-feira. Segundo os dados, os militares apreenderam 26 fuzis, 19 pistolas, 2,2 toneladas de maconha, 14kg de cocaína, 75 carros roubados, 3.622 munições e 19 granadas.

Forças Armadas fizeram cerco à Rocinha durante uma semanaFoto: Márcio Mercante / Agência O DIA

Neste período, sete bandidos foram mortos. Além disso, seis menores foram detidos e houve ainda a apreensão de 122 carregadores de fuzil e 13 de pistola, dois revólveres, 165 pedras de crack, 1.497 sacolés e 360 pinos de drogas, 1,5kg de haxixe, dez bombas de fabricação caseira, uma espingarda, cinco simulacros de fuzil e dois de pistola.

Já na Rocinha, onde as Forças Armadas ficaram uma semana, 81 criminosos foram identificados, 54 mandados de prisão foram expedidos e outros 11 cumpridos.No entanto, o governo não divulgou o valor gasto durante esses dois meses.

Forças Armadas deixam Rocinha

A Polícia Militar montou um planejamento especial para reforçar a segurança na Favela da Rocinha. De acordo com o secretário de Segurança do Rio, Roberto Sá, 500 policiais militares permanecerão por dia na comunidade da Zona Sul. Além disso, os gabinetes de Operações Especiais e de Polícia Pacificadora passam a funcionar na Rocinha por tempo indeterminado.

"A polícia se preparou para a saída das Forças Armadas. Reitero o pedido de colaboração da população por meio do Disque-Denúncia. Continue acreditando, vamos checar todas as denúncias", afirmou Sá, que disse respeitar a decisão do Comando Militar do Leste de retirar as tropas da Rocinha. Os comandos ficarão baseados na localidade conhecida como Portão Vermelho.

O coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, comentou a suposta fuga do traficante Rogério 157, pivô da crise na favela, apesar da presença ostensiva dos militares.

"Existia a possibilidade do Rogério estar na mata ou fora da comunidade. Não sabíamos se estava na Rocinha. O cerco não tinha o objetivo de cercar uma pessoa e sim proteger a população que se viu ameacada por conta da briga de territórios. A busca de pessoas ou de materiais é de responbilidade da segurança pública", disse.

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