Na defesa contra demolições

Derrubada de Parque Aquático Júlio Delamare e Estádio Célio de Barros é questionada

Por O Dia

Rio - A Defensoria Pública da União encaminhou ação ao Ministério Público Federal (MPF) pedindo a suspensão das obras de demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, que integram o complexo do Maracanã.

A ação também pede que o MPF apure a atuação do Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RJ), que autorizou a demolição das duas praças. O órgão contesta o argumento do Iphan-RJ de que as demolições, “sob o ponto de vista do tombamento, não agregam valor ao bem tombado”.

Para a Defensoria, as duas praças integram o “Complexo Esportivo do Maracanã, inclusive constando de sua proposta arquitetônica originária de 1947”, destaca o relatório. Segundo os defensores, “o atual complexo do Maracanã não deveria ser desmembrado ou descaracterizado”.

Operários trabalham em ritmo acelerado%2C 24 horas por dia%2C em três turnos%2C para entregar as obras do entorno do Maracanã na segunda-feiraErnesto Carriço / Agência O Dia

A destruição do Júlio Delamare e do Célio de Barros está prevista no edital de concessão do estádio à iniciativa privada. Vencedor da licitação, o consórcio Maracanã S.A., formado pelas empresas IMX, Odebrecht e AEG, vai gerir o estádio pelos próximos 35 anos.

A Defensoria cita ainda um estudo de 1983, em que destaca a importância de as duas praças esportivas serem preservados pelo Iphan-RJ, e não apenas o Maracanã. O estudo foi votado e aprovado no processo de tombamento do estádio, em 2000, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília.

A ação inclui um laudo do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), atestando que a permanência das duas praças não afetará o fluxo de entrada e saída dos torcedores do Maracanã durante a Copa do Mundo de 2014.

Correria aos 45 do segundo tempo

Parece um time que tenta a todo custo fazer um gol aos 45 minutos do segundo tempo. Mais de 1.200 operários municipais estão trabalhando em três turnos para entregar na segunda-feira as obras de urbanização no entorno do Maracanã.

Ciclovia contará com um asfalto especial que garante maior durabilidade e que ainda não foi utilizado no RioErnesto Carriço / Agência O Dia

Falta muita coisa, como a ciclovia e o recapeamento da Radial Oeste. O paisagismo conta com 124 palmeiras e 211 árvores nativas. A iluminação é feita por 266 luminárias de LED e 59 projetores de vapor metálico.

Com investimento de R$ 109,5 milhões, a revitalização no entorno inclui ainda uma passarela ligando a Quinta da Boa Vista ao estádio.

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