Luis Pimentel: Tamborim de Couro 2016

Gol contra foram as áreas exclusivas, pulseirinhas ‘Vem cá, meu puto’ e até espaços vips nalguns blocos

Por O Dia

Rio - Repetindo o gesto solitário do ano passado, novamente acompanhei parte da folia (a de rua!). Na Comissão Julgadora do eu sozinho, criei, votei e agora nomeio os vencedores do Prêmio Tamborim de Couro 2016 (antigo Pimentão de Lata) para os melhores das ruas do Rio neste Carnaval — que a rigor só termina neste domingo, com mais um megadesfile do Monobloco e a novidade da Anitta. Eis os vencedores de 2016:

Blocos — Bagunça Meu Coreto, Meu Bem Volto Já, Carmelitas e Bloco de Segunda (blocos que ainda têm cara de bloco).

Sambas — Escravos da Mauá (Miguel Diniz, Miguel Costa, João Costa e Tiago Prata), Simpatia É Quase Amor (Luiz Fernando e Luiza Fernanda) e Meu Bem Volto Já (Jorgito Sapia, Tiago Prata, Carlinhos Fidelis, Djalma Jr. E Nick Zarvos).

Intérprete — Claudia Bardarelli (diversos blocos).

Beleza Pura — As baianas do Meu Bem Volto Já e as moças da bateria do Céu na Terra.

Ideias Nota 10 — Do Simpatia É Quase Amor e do Meu Bem Volto Já de dedicar a festa ao saudoso Lefê Almeida, produtor cultural e compositor-folião de todos os blocos, morto em abril do ano passado, aos 69 anos, e do Bloco do Barbas de homenagear o seu fundador, Nelsinho Rodrigues, que está hospitalizado.

Camisetas — Meu Bem Volto Já (desenho de Paulo Villela), Imprensa que eu gamo (Tulipa Ruiz), Clube do Samba (Ziraldo), Simpatia é Quase Amor (Beatriz Milhazes) e Bloco de Segunda (Betuca).

Originalidade — Ala ‘Mulheres de Pedro Paulo’, no Escravos da Mauá. Folionas desfilaram estropiadas e de olho roxo, relembrando as ‘extravagâncias’ do secretário.

Gol contra — Áreas exclusivas, pulseirinhas ‘Vem cá, meu puto’ e até espaços vips nalguns blocos.
Personalidade do ano — Mais uma vez, o fotógrafo de todos os blocos e da memória de nossa alegria, o incansável Raul Silvestre. Reencontrando, a cada ano, o brilho inconfundível dos seus flashes, me convenço de que o Carnaval de rua do Rio está condenado a ser eterno.

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No Sambódromo, o Jequitibá do Samba mostrou, mais uma vez, que madeira de dar em doido enverga mas não quebra. 

E-mail: luispime@gmail.com

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