Polícia acredita que menino matou a família e foi à escola em São Paulo

Segundo PM, garoto de 14 anos teria usado carro dos pais. Ainda não é possível confirmar que ele seria o autor do crime

Por O Dia

São Paulo - A Polícia Militar de São Paulo acredita que o garoto suspeito de matar os pais policiais, dois parentes e se suicidado teria ido à escola após ter cometido a chacina ocorrida na manhã desta segunda-feira. A PM informou que havia uma arma perto do corpo de Marcelo Eduardo, de 12 anos, e uma outra dentro da mochila dele. Ainda segundo a polícia, não é possível confirmar que Marcelo tenha sido o autor dos assassinatos, já que há informações que deixam dúvidas.

Militares eram considerados excelentes e o garoto sem problemas na escola ou na famíliaReprodução Internet

Marcelo foi encontrado morto nesta segunda-feira junto com o sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Luis Marcelo Pesseghini, e mulher Andrea Regina Bovo Pesseghini, que era cabo da PM. Além dos três, a avó da criança, de 65 anos, mãe de Andreia, que morava no mesmo terreno, em um cômodo separado, e a tia de Andreia, de 55 anos, também foram mortas no imóvel da família, que fica na rua Dom Sebastião.

Teria usado carro

De acordo com a PM, foi encontrado um bilhete na mochila de Marcelo, com um recado da professora que tem a data do crime, o que aponta que o menino foi ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado. Também há indícios de que Marcelo pegou o carro dos pais, foi para o colégio e voltou no carro do pai do coleguinha.

O comandante da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira, afirmou que câmeras de segurança mostram uma pessoa, que seria Marcelo, estacionando o veículo da mãe à 1h15 da madrugada de segunda, próximo ao Colégio Stella Rodrigues, na Rua João Machado. A pessoa sai após as 6h30, com uma mochila nas costas e entra na escola. O vídeo, no entanto, não permite confirmar com exatidão que a pessoa é o garoto.

“A imagem que nós temos é de uma pessoa estacionando esse veículo a 1h15 da manhã e às 6h30 da manhã uma pessoa desce desse veículo, coloca uma mochila nas costas e vai em direção à escola. O que leva a deduzir que essa pode ser o garoto Marcelo”, disse Meira.

Os corpos devem ser liberados na tarde desta terça e serão velados no cemitério Gethsemani, no km 23 da via anhanguera, em São Paulo. Só Bernadete Oliveira da Silva será enterrada neste cemitério. Os demais corpos serão levados para Rio Claro, no interior do estado, em comboio pela Polícia Militar.

Descartada vingança

A polícia encontrou a cabo Andreia ajoelhada, já sem vida. O filho dela e o marido estavam deitados perto de um colchão. No cômodo do lado de fora da casa, as duas senhoras permaneciam deitadas na cama com um cobertor sobre os corpos, que foram encontrados depois que um parente sentiu falta de uma das senhoras.

Cada um levou um tiro na cabeça e, segundo Benedito Roberto Meira, comandante geral da PM, não há marcas de que houve troca de tiros ou luta corporal, o que descartaria a participação de organização criminosa. Perto da porta de entrada havia um mochila. Dentro, a perícia encontrou material escolar do garoto de 12 anos, dinheiro e uma arma calibre 32 que pertencia à cabo Andreia.

No começo da madrugada desta terça-feira, os investigadores recolheram uma segunda arma, encontrada dentro da casa, e encontraram um bilhete que a escola teria mandado para os pais da criança nesta segunda-feira. Isso, segundo a polícia, sugere que o menino veio da aula depois que os pais já estavam mortos.

O comandante da PM disse que o garoto era canhoto, o que aumentaria os índicios sobre o menino, já que a arma foi encontrada perto da mão esquerda. Porém, familiares dizem que Marcelo era destro e que não apresentava problema de comportamento. Os policiais eram considerados excelentes.

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