Rock veterano passando pelo Rio

Don Airey (Deep Purple) divide palco com Cheap Trick e Tesla nesta sexta e lamenta ausência do Lynyrd Skynyrd em turnê

Por O Dia

Rio - Foi uma tristeza para Don Airey, tecladista do Deep Purple, ver que a banda não teria mais a companhia do Lynyrd Skynyrd na turnê que chega ao Rio na sexta, no festival Solid Rock. A veterana banda de rock toca com Cheap Trick e Tesla na Jeunesse Arena, e viu o cancelamento do Lynyrd por causa da leucemia adquirida pela filha do vocalista Johnny Van Zant.

"Sério que o Cheap Trick nunca tinha ido ao Brasil?", pergunta Don, por telefone. "Vai ser uma boa substituição. Mas é uma grande pena o que aconteceu com o Lynyrd, desejamos o melhor para eles. É duro, porque trabalhamos por vários anos juntos, é uma banda excelente para se trabalhar". O Purple está envolvido em turnês com os roqueiros sulistas desde o começo da década passada.

Deep Purple%3A Glover (E)%2C Gillan%2C Airey%2C Morse e Paice tocam sucessos e novidades do disco novo%2C 'Infinite'Divulgação

O Deep Purple resistiu a tudo: mudanças na formação, novos projetos dos integrantes (a banda ficou parada por um bom tempo dos anos 1970 a 1980), crises do mercado. Postos-chave como o de vocalista e guitarrista já passaram por mudanças. Ian Gillan, cantor que mais marcou a história do Purple, ainda está lá. Richie Blackmore, guitarrista-fundador, nunca mais retornou, e Steve Morse está em seu lugar. O único a se manter desde o começo é o baterista Ian Paice. Roger Glover, na banda desde 1969, está no baixo.

O grupo retornou em abril com 'Infinite', seu 20º álbum. O show no Rio vai trazer algumas músicas do novo disco e terá o natural mergulho no passado, em material composto bem antes da entrada de Airey no grupo. Ele entrou em 2002, com a missão espinhosa de substituir o sujeito que, com seu órgão Hammond e seu background clássico, deu a assinatura do Deep Purple a músicas como 'Mary Long', 'Highway Star' e 'Smoke On The Water': Jon Lord, que morreria em 2012.

"Aprendi com Jon Lord a preencher os espaços onde não há bateria, a tocar de forma simples. Era um grande cara no Hammond e é muito difícil tocar como ele. Tanto que nunca nem tentei imitá-lo. Quando entrei, sabia que ele além de tecladista, era uma liderança na banda", conta Airey, 69 anos, e na ativa desde os anos 1960.

Antes do Purple, Airey passou por supergrupos como Collosseum II e foi músico de artistas como Ozzy Osbourne. "Lembro que quando entrei no Deep Purple, tocamos em Vladivostok, muitos lugares em que muitas bandas nunca tinham ido. Foram shows sensacionais. Aliás, fomos até aí, no Recife e na Amazônia".

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