Projeto busca resgatar o orgulho de viver no Rio de Janeiro

Iniciativa foi criada pela autora do blog Mariana Viaja e jornalista, Marina Bueno. 'Precisávamos desse estímulo para ver que ainda há uma luz no fim do túnel', diz

Por O Dia

Rio - Em meio a crise pela qual Rio de Janeiro vem passando, a jornalista Mariana Bueno, resolveu tentar ver a cidade com um foco diferente. A autora do blog Mariana Viaja criou um projeto que vem ganhando espaço nas redes sociais: o #MaisFelizNoRio.

Projeto busca resgatar o orgulho de viver no Rio de JaneiroDivulgação/Mariana Bueno

“Estava me sentindo sufocada, quase paralisada com o medo e a desesperança diante desse caos. Mas, se a gente parar para pensar, o Rio tem muito mais coisas boas que ruins. Foi isso que me atraiu quando saí de Minas Gerais e vim morar aqui. Então resolvi me propor esse outro olhar sobre a cidade, resgatar aquela visão apaixonada, reaprender a amar”, explica.

Em meados de setembro, a 100 dias do fim do ano, Mariana lançou o #MaisFelizNoRio e começou a mostrar lugares, pessoas, iniciativas, eventos, movimentos e possibilidades que inspiram no Rio de Janeiro. “Inicialmente a ideia era resgatar isso dentro de mim mesma, listar o que fez e faz parte da minha vida. Algo bem pessoal, para fechar 2017 e entrar 2018 com uma vibe mais positiva. Mas sei que há muita gente com as mesmas sensações, então pensei: por que não tentar despertar nos outros também?”, conta.

A hashtag #MaisFelizNoRio, que dá nome ao projeto, é usada em todas as suas publicações no Instagram e Facebook, além de pautar textos em seu blog. “Comecei a sugerir que as pessoas também usassem para mostrar o que elas veem de positivo e, aos poucos, mais gente foi aderindo. Acho que os cariocas e todos os apaixonados pelo Rio andavam, e ainda andam, muito decepcionados. Precisávamos desse estímulo para ver que ainda há uma luz no fim do túnel”, acredita.

Projeto busca resgatar o orgulho de viver no Rio de JaneiroDivulgação

Mas engana-se quem pensa que ver o lado positivo das coisas significa fechar os olhos para todos os problemas pelos quais o Rio vem passando. “Fiquei com medo de me acharem burra, alienada ou até de me atacarem por estar propondo ver coisas boas no meio de um momento tão complicado. Mas a receptividade está sendo ótima. E minha indignação continua, sou engajada em várias lutas, mas percebi que, se me deixar contaminar pelo ruim, ou se a gente achar que ‘é assim mesmo’, vai ser difícil lutar para que as coisas mudem. E elas hão de mudar”, finaliza.